Com plástico e tudo!

Um dos maiores problemas das cidades é a quantidade enorme de lixo produzida e o destino dado a ele.

“A cidade de São Paulo gera, em média, 20 mil toneladas de lixo diariamente (lixo residencial, de saúde, restos de feiras, podas de árvores, entulho etc). Só de resíduos domiciliares são coletados cerca de 12 mil toneladas por dia.”

O pior é que só é reciclado pouco mais de 1% de todo o lixo produzido diariamente.

O lixo é algo que realmente me incomoda, quando olho as garrafas pets boiando no Rio Pinheiros, quando vejo as ruas imundas do centro da cidade, a Cracolândia, fico pensado qual seria a saída para todo esse lixo que produzimos.

Então lendo o site da Embrapa vi está notícia que me deixou animada: Pesquisadores brasileiros inventam plástico comestível feito de frutas.

A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano), recebeu investimentos de R$200 mil, e acontece há 20 anos.

São películas comestíveis que funcionam como plástico biodegradável e podem ser utilizadas no preparo de alimentos. A ideia é no futuro colocarmos uma pizza no forno com “plástico” e tudo. A película que envolve a pizza se incorporará ao alimento, dando fim as embalagens.
Os sabores incluem espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica permite outras opções.

Outro benefício desse produto é o reaproveitamento de alimentos que seriam descartados por não por terem um bom aspecto visual, mesmo estando em condições de consumo.

“De modo geral, as vantagens ambientais desse produto é que eles são produtos 100% biodegradáveis. Se você utilizá-lo como embalagem, ele será descartado e será biodegradado. Você pode fazer compostagem com ele, pode solubilizá-lo em água (ele dissolve na água). Então tem uma série de vantagens, ele não vai ficar acumulando no meio ambiente. Além disso, como vantagem ambiental, a redução do desperdício de alimentos, isso também auxilia no aumento da produtividade, aí a gente não precisa ampliar áreas, desmatando áreas para plantação, uma vez que a gente reduz o desperdício de alimentos”, explica José Manoel Marconsini, pesquisador da Embrapa Instrumentação.

Vamos torcer para que essa novidade seja adotada pelas empresas o quanto antes.p1

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2017-01-25T19:23:45+00:00